BR319 - MANAUS FAZ PARTE DO BRASIL
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Em pleno século XX, Manaus permanece isolada do resto do Brasil. O ir e vir previsto em lei não é realidade para mais de 2 milhões de habitantes que hoje vivem na capital do Amazonas.
A falta de malha viária não é uma novidade. Somente duas rodovias federais interligam a cidade com outros destinos: a BR-174, que liga a Manaus-AM a capital de Roraima, Boa Vista; e a BR-319, com destino a Rôndonia.
A segunda opção para quem precisa sair do estado por via terreste, a BR-319, encontra-se praticamente intransitável, isolando moradores que ainda insistem em viver ao seu "redor" e trazendo danos irreparáveis para o desenvolvimeto da região.
1 - Com a situação precária em que a rodovia se encontra, boa parte dos produtos produzidos em Manaus (Zona Franca) deixam a cidade por meio de barcos ou aviões. A logística reflete diretamente no preço, além de acarretar demora na entrega. Com isso, o potêncial de venda acaba sendo abalado.
2 - As condições da via também incentivam a precariedade na fiscalização ambiental. Com a BR-319 em péssimas condições de tráfego, é difícil conter (até mesmo para o IBAMA) práticas criminonas de queimadas, derrubadas ou matança e venda de animais da fauna amazônica na área.
3- Difícil acesso abala o turismo. Manaus é uma cidade com milhares de atrativos turísticos (Teatro Amazonas, Encontro das Águas, Ponta Negra), além da forte cultura popular. Mas sem uma rodovia para que os turistas brasileiros chegem até a capital do Amazonas (sede da Copa do Mundo 2014). Com a inadequação da estrada, o turismo é atrelado a preços abusivos de empresas aéreas ou às viagens (demoradas) de barco.
A estrada foi construida nos 1970. Por ela, várias linhas de ônibus transitaram, algumas com viagens de Manaus a Porto Alegre (RS). Segundo relatos de moradores da área a BR-319 foi destruída por uma empresa de engenharia, que teria sido paga por empresários ligados a transportadoras fluviais.
Por duas vezes percorri os mais de 600 quilômetros da BR-319. Presenciei e vi cortes "cirurgicos" feitos por máquinas em sua extensão. Lamentavelmente a rodovia não se encontra no estado atual somente por conta do abandono, ela visivelmente foi destruída. Isso está exposto para quem quiser ver.
Recentemente um licitação foi aberta para que a estrada seja recuperada. O certame disponibiliza R$ 1 milhão por quilômetro da BR-319. No entanto as obras não andam por conta de impedições ambientais. A obra existe, esta lá, o dano a natureza foi causado há 30 anos atrás, quando ela rasgou a mata amazônica. Certamente sua "possivel" revitalização vai trazer danos, mas não maiores do que já estão sendo causados com a falta de fiscalização e acesso na área.
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