Ciganos Brasileiros Unidos Contra o ExtermÃnio e a Deturpação de Seus Costumes
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O músico que já possuÃa inúmeros admiradores no Brasil, inclusive dentro da própria comunidade cigana, chegou a se apresentar com Mio Vacite, presidente da União Cigana do Brasil, num evento público de divulgação da cultura cigana no paÃs. Com muitas músicas em romanês, o idioma cigano, o cantor abriu o show prometendo levar âtoda a verdade sobre o povo ciganoâ aos palcos e assim trazer visibilidade para seu povo. Ele, de fato, havia levado a bandeira internacional cigana para o palco; bandeira essa que viria a se tornar motivo de vergonha para todas as pessoas de etnia cigana que, inicialmente empolgadas, figuravam na platéia.
No decorrer do show, ciganos e não-ciganos assistiram a uma depredação dos costumes e das tradições, diga-se de passagem, milenares dos seus ancestrais! Num primeiro momento, a namorada de Eugene, Diana, usando apenas sutiã, uma mini-saia e uma meia calça rasgada, beijava lascivamente duas mulheres da platéia. Em outro, uma cena ainda mais forte, dessa vez protagonizada pelo próprio Eugene: o músico, sem as calças, praticava relações sexuais com uma menina também da platéia, em cima da bandeira cigana, onde, segundo relatos, também teria ejaculado!
A banda Gogol Bordello tem forte apelo midiático e o músico já gravou canções com artistas famosos, de notoriedade mundial, como Madonna e David Letterman. Além disso, partes do show foram gravadas pela MTV, onde o cantor também deu entrevistas. No telão do Cine Lapa, no decorrer de todo esse espetáculo frustrante para quem carrega o sangue cigano nas veias e o peso de pertencer a uma etnia marginalizada no mundo todo, foi exibido o filme âOs Ciganos Vão Para o Céuâ.
Por todo o globo, militantes e organizações lutam para trazer um pouco de visibilidade e respeito ao povo cigano, que historicamente tem sido vÃtima de perseguições, preconceito e muita marginalização. GostarÃamos que ficasse aqui assinalada a nossa revolta e a nossa indignação. Não pelas preferências sexuais de Eugene e sua namorada, presumidamente cigana também, pois a individualidade e a liberdade sexual de cada um deve ser respeitada; mas por ele se tratar de alguém que leva consigo a bandeira e a honra de toda uma etnia, uma etnia que vem lutando muito para se erguer e conquistar seu espaço no mundo, um povo muito sofrido, que tem preceitos e regras muito rÃgidas, que nada combinam com esse tipo de conduta e, acima de tudo, um povo que não merece ter seu nome, o nome de muitos, vinculado a esse tipo de comportamento em prol das atitudes de uma única pessoa.
Consideramos que se Eugene Hütz e sua banda Gogol Bordello quiserem continuar com esse tipo de comportamento, que tenham a delicadeza de não levar mais a bandeira cigana para o palco e não dizer mais falar em nome dos ciganos do mundo. Nós, ciganos, estamos sinceramente ofendidos e gostarÃamos de uma retratação pública. Afinal, a ofensa foi pública e a nossa luta para conquistar a dignidade é difÃcil demais para que a vejamos maculada por atitudes desse modo impensadas e incondizentes com os elevados padrões de moral da sociedade romani. E consideramos, também, que se este comportamento é inédito na carreira da banda, o que sinceramente duvidamos, a ofensa torna-se ainda pior, pois se abrange para toda a nação brasileira, sobretudo suas mulheres!
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Movimento Pelo Resgate e Defesa dos Costumes e das Tradições Ciganas
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