Aos Justos, As Pimentas
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Surpreendentemente, Júlia súbito lembrou-se da "coisa presenteada" e se fez legítima proprietária, ignorando o fato de que se a planta tivesse permanecido sem cuidados, estaria morta. Ali, ressuscitando o vegetal em seu ímpeto materialista, requereu a devolução, argumentando que "se você mata galinhas para comer, não posso torturar pimenteiras?". Falaz verborragia! Ignominiosa dispnéia retórica! Inaceitável imperativo da desrazão!
Se tais intentos brutalizadores se concretizarem, de uma Quinta-da-Boa-Vista, com possibilidades para se arvorar numa sequóia do Mundo das Pimentas, a pimenteira será mantida em seu pequeno vaso e levada a um apartamento exíguo, sem ar fresco, luz solar e solo fértil em quantidade e qualidade suficientes para o pleno desenvolvimento de seu potencial titânico, de seu gigantismo mamútico e mesozóico. Imaginem a cena! Deixada a um canto do box do banheiro, consumida pelos bolores do esquecimento, entremeada de sabonetes e cremes de beleza, sua vida reduzida será um mero ornamento da vaidade humana, da senilidade precoce carente de deleites visuais!
É por isso que clamamos pelo seu apoio e de tantos quantos puderem saber desse verdadeiro arbítrio da maldade. Vida longa às pimenteiras! Justa perda aos assassínios do bom senso!
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