CAMARATE - Um dever da nossa geração!

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No dia 4 de Dezembro de 1980, Francisco Sá Carneiro de Adelino Amaro da costa faleceram num desastre aéreo a bordo de um pequeno aparelho Cessna.
Passados 28 anos sobre o desastre, os contornos que envolveram o então primeiro-ministro e o ministro da defesa continuam envolvidos num manto misterioso, e apesar de terem existido até a data 8 comissões de inquérito, nunca existiu consenso sobre os reais acontecimentos da noite de 4 de Dezembro.
A não clarificação deste caso, envolve directamente toda a credibilidade e legitimidade de um estado que se afirma de direito, e envolve num manto negro de vergonha toda a justiça portuguesa.
Podemos concluir, que, apesar de existirem indícios claros que apontam para a tese de atentado, nunca existiu por parte dos governos socialistas uma vontade expressa para a resolução deste enigma que continua a existir na nossa sociedade.
8ª COMISSÃO UM TRABALHO POR CONCLUIR
Queria agora centrar as atenções no trabalho desenvolvido pela 8ª Comissão de Inquérito, que teve a coragem e a astúcia de ir um pouco mais longe nas suas investigações.
Primeiro, porque procurou criar uma equipa que fosse composta por vários peritos, que pelo seu entendimento mais técnico na área poderiam dar uma visão mais apurada e concreta sobre o desastre. Das conclusões a que chegou a 8ª Comissão de Inquérito podemos salientar a investigação sobre o chamado Fundo de Defesa do Ultramar e a venda de armamento militar para o Irão.

Senão vejamos,

O Secretário de Estado Norte Americano, Henry Kissinger reuniu com Amaro da Costa na qualidade de Ministro da Defesa sobre uma suposta venda e fornecimento de armamento militar ao Irão. Venda essa, que era claramente repudiada por Adelino Amaro da Costa.
Todo o fundo militar, denominado de Fundo de Defesa do Ultramar, que para além de gerir as questões logísticas geria igualmente um fundo financeiro na altura da Guerra do Ultramar, passou após a Revolução de 25 de Abril a ser gerido pelo Conselho da Revolução, mesmo não existindo razões aparentes para a continuidade dessa gerência.
O chamado Fundo de Defesa do Ultramar estaria orçado em cerca de 40 milhões de euros na moeda actual e serviria para sustentar um conjunto de actividades pouco claras à margem da autoridade do Ministério da Defesa.
Amaro da Costa, após essa reunião, tomando conhecimento dessas actividades, extingue imediatamente o Conselho de Revolução, chamando a si na qualidade de Ministro da Defesa a autoridade para gerir o Fundo de Defesa do Ultramar e o controlo e gestão de todo o armamento do exército português. Imediatamente após o despacho do ministro, o dinheiro desse fundo foi desviado através de contas paralelas, sendo ainda hoje desconhecido o paradeiro desse dinheiro.

Diz quem conheceu de perto Adelino Amaro da Costa, que a sua personalidade nunca justificaria a requisição de uma arma de fogo de defesa pessoal, e que a sua atitude e comportamento alterou por completo depois do despacho que retirava poderes ao Conselho da Revolução. Os 70 mil contos que misteriosamente apareceram no seu cofre pessoal no ministério da defesa são também o indicador claro da necessidade de comprar o silêncio do Ministro da Defesa.

A oitava, e até a data, última comissão de inquérito foi a mais coerente de todas, porque procurou no sitio certo a informação certa, para no final ser possível juntar as peças do puzzle e reconstituir a história na sua essência mais verdadeira.
OBJECTIVOS
Se no passado não foram feitos os esforços suficientes, se no passado se tentou camuflar a verdade, a nossa geração não tem culpa absolutamente nenhuma disso.
Queremos a verdade e a justiça, nada mais, não pedimos muitos, pedimos única e exclusivamente justiça.

É um facto que, hoje será muito difícil criminalmente conseguir apurar a verdade e culpabilizar os que são responsáveis por este terrível crime.
A única instância onde ainda é possível obter uma decisão judicial é no Tribunal dos Direitos do Homem, e é um facto que a via Parlamentar se encontra neste momento, infelizmente, em vias de esgotamento.

O Procurador-geral da República na altura da 8ª Comissão foi o primeiro até a data a admitir publicamente numa carta enviada à Comissão de Inquérito a possibilidade efectiva de ter existido um atentado e não um acidente.
O grande problema que pôs termo aos trabalhos desta comissão e a impediu de ir ainda ais longe foi a queda do governo de coligação provocada pelo Presidente da República, Jorge Sampaio.
Portanto, é legitimo o que a Distrital do Porto hoje propõe.

Queremos que seja constituída mais uma Comissão de Inquérito para dar continuidade ao trabalho da última, para que de uma vez por todas se resolva este mistério e que se volte a legitimar o Estado Português e principalmente a justiça portuguesa.

Podemos não apurar os responsáveis, mas podemos dar o nosso contributo para que a história se escreva de uma forma diferente.

A Comissão Política Distrital do Porto
Juventude Popular
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