Em defesa do DN!

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Diário de Notícias
Em defesa de um património com 144 anos

A história do Diário de Notícias não pode, nem deve, ser dissociada da história do País. Nos últimos 144 anos, o jornal fundado a 29 de Dezembro de 1864, por Thomaz Quintino Antunes e Eduardo Coelho, tem estado presente nos momentos mais históricos da sociedade portuguesa.
Em 1864, por exemplo, quando a maioria dos periódicos não escondia a sua veia de combate político, o Diário de Notícias apostou na sobriedade informativa e na prioridade factual. Sempre aliada à atracção de alguns dos nomes mais importantes da cultura nacional. Nestas páginas escreveram, entre outros, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Pinheiro Chagas e José Saramago.
Ao longo dos anos, contra crises mundiais e nacionais, sobreviveu a tudo e a todos, ultrapassou o Antigo Regime, defendeu a liberdade e implantou-se como uma das maiores referências nacionais e internacionais na história do jornalismo. 144 anos a informar Portugal e a inaugurar novos géneros jornalísticos: o Editorial, a Grande Reportagem, as grandes entrevistas.
Momentos houve, porém, em que algumas forças pareceram querer aniquilar o DN, colocando em causa a sua subsistência. Com sucessivas vendas e privatizações, muitas vezes causadoras de enormes perturbações no seio de uma redacção que apenas tem procurado informar Portugal, sempre com o máximo de rigor.
Nunca, porém, a precariedade dessa sobrevivência foi tão notória como hoje, sendo tempo de todas as forças vivas da sociedade portuguesa reclamarem contra o definhamento da identidade de uma instituição centenária que sempre as representou.
Num difícil momento económico-financeiro, nacional e internacional, são cada vez mais nítidos os indícios de que o grupo Controlinveste está a usar a crise como pretexto para levar a cabo uma reestruturação, longamente pensada, e que conduzirá ao despedimento, sem qualquer tipo de critério explicável, de 122 trabalhadores, dos quais mais de 60 são jornalistas do Diário de Notícias, JN, 24 Horas e O Jogo.
E ainda com o maior processo de despedimento de trabalhadores de que há memória nas últimas décadas no sector da Comunicação Social a decorrer, projecta-se já a criação de diversas sinergias que irão destruir a identidade dos dois jornais centenários de que o grupo Controlinveste é proprietário: o JN e o Diário de Notícias.
Se o processo não for travado, os dois jornais, mesmo que mantenham cabeçalhos diferenciados, serão apenas suportes de conteúdos sem alma. A ideia não é nova e, com a concentração dos media e as alterações legislativas no Estatuto do Jornalista, feitas à medida dos interesses dos grupos económicos, está em pleno curso.
É agora prática corrente a figura do enviado notícias, jornalista de um dos dois títulos em serviço no estrangeiro e que vê a sua reportagem publicada, ipsis verbis, em ambos, ainda ontem concorrentes, mesmo que integrados no mesmo grupo.
Correm igualmente rumores sobre a ideia de criar, à custa do despedimento de fotojornalistas, uma agência fotográfica cujos membros integrantes trabalharão, indiscriminadamente, para os jornais Diário de Notícias, 24Horas e O Jogo, constituindo a primeira grande machadada nas matrizes identitárias das publicações. O JN entrará logo depois nesse esquema.
Num jornal que se pretende de referência e internacional, opta-se agora pela redução drástica das redacções do Porto e Coimbra e extingue-se a de Leiria, reforçando ainda mais a crença de que o Diário de Notícias é, apenas, um jornal de Lisboa.
O resto virá a seguir. Os jornais do Grupo Controlinveste passarão a ser, não importa se sob uma ou várias marcas, veículos de um pensamento único. Pensando apenas na optimização de recursos, descaracterizam-se redacções e nada impedirá que secções sejam extintas, uma vez que, nesta visão redutora, um só jornalista chegará para alimentar quantos jornais e páginas da Internet for necessário.
É pela identidade de cada meio de informação que os profissionais se batem, até porque é essa mesma identidade - editorial e de conteúdos que os levou a optar pelo jornal em que trabalham. E é ela também que permite a manutenção dos leitores do DN e a eventual conquista de outros. Caso contrário, o que é que leva um leitor a optar pela compra do DN?
De forma brusca e pouco pensada, caminha-se a passos bem largos para a total descaracterização de um jornal que marcou a agenda nacional, que incomodou governos e desassossegou sectores que se sempre se sentiram protegidos. Qualidade jornalística tal que levou mesmo a que, em 1983, a UNESCO considerasse o Diário de Notícias o jornal de referência de Portugal.
A 11 de Abril de 1975, no calor do pós-Revolução de Abril, o director Luís Barros e o futuro Nobel da Literatura José Saramago alertavam o País: "O DN é importante de mais para que os seus trabalhadores aceitem vê-lo transformar-se em feudo de alguém. Esta Casa precisa de todos e será obra de todos". É pois chegado o momento de não apenas os trabalhadores desta casa, mas a própria sociedade portuguesa sair em defesa de um jornal que não pode perder a sua identidade.
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