PELA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DAS INSTITUIÇÕES DE ESTADO EM MATO GROSSO
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Representantes dos movimentos sociais de Mato Grosso vêm manifestar o apoio aos trabalhos desenvolvidos pela Justiça Federal, Ministério Público Federal e Polícia Federal no que se refere às ações de combate ao crime organizado, crimes ambientais, desvios de recursos públicos e uso da máquina pública em benefícios particulares de terceiros, a exemplo das Operações Curupira, Pacenas e Sanguessugas e, em especial, aos representantes legais que desencadearam recentemente, a Operação Jurupari, de combate ao saque de terras públicas em Mato Grosso.
Nos últimos anos temos acompanhado o trabalho do magistrado Julier Sebastião da Silva e do procurador Mario Lucio Avelar, em relação ao combate a crimes ambientais de maneira especial, o que sido um alento contra a impunidade reinante em Mato Grosso.
É fato que Mato Grosso é um dos estados que tem apresentado um dos maiores índices de desmatamento no Brasil, em grande parte feito na ilegalidade, na completa berlinda do controle dos órgãos de fiscalização. Também é fato que instituições responsáveis pelo papel de fiscalizar, monitorar e acompanhar as atividades que causam impactos ambientais são suscetíveis a influência de políticos e grupos corporativos que visam interesses próprios, usando da máquina pública para interesses particulares escusos.
Deste modo não admitimos que indivíduos acusados nos processos resultantes destas operações e que são réus de processos na Justiça relacionados a corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, crimes eleitorais e ambientais entre outros, tentem distorcer e mudar o foco dos trabalhos realizados pela Justiça, condenando aqueles que tentam fazer valer a lei e a ordem, invertendo a lógica dos processos criminais a que respondem.
Tais pessoas, representantes de poderosos grupos econômicos ligados ao agronegócio, foram flagradas em gritante gesto leviano e antiético, desrespeitando os princípios da administração pública, usando de cargos eletivos para angariar vantagens em benefício próprio ou de terceiros, desrespeitando e violando os direitos dos cidadãos mato-grossenses e toda a legislação ambiental em Mato Grosso. A gravidade de suas ações se revela pela quantidade de pessoas presas e dos altos cargos que ocupavam, e do destaque que ocupam na sociedade mato-grossense. Sua ação espúria contribui para que as gerações futuras de mato-grossenses não tenham garantida a qualidade de vida que o Estado brasileiro tem a obrigação constitucional de zelar, como exige o artigo 225 da Constituição Federal, e fortalece a desigualdade no campo, revelando como o poder econômico em Mato Grosso se introjetou no governo e esfacela a democracia e os direitos constitucionais conquistados.
Um dos mais graves aspectos flagrados na Operação Jurupari é o fato de que os acusados cometeram esbulho contra o patrimônio público e contra as terras dos povos indígenas, protegidas por lei, comprometendo a cultura e a sobrevivência dos povos indígenas, e de toda a floresta de Mato Grosso. Num momento em que o Código Florestal brasileiro é revisto, os políticos e parte do setor do agronegócio mato-grossense demonstram a fragilidade de suas máscaras de defensores do meio ambiente.
A inversão das acusações, neste momento, serve apenas para ludibriar a opinião pública dos desastres éticos e morais a que o povo mato-grossense e a sua floresta foram submetidos.
Desta forma, repudiamos qualquer iniciativa de retaliação e intimidação aos membros do Ministério Público Federal, da Justiça e dos movimentos sociais que tentam fazer prevalecer a dignidade dos cidadãos mato-grossenses.
Não à impunidade!!!
Não à inversão dos valores éticos!!!
Não à corrupção!!!
Grupo de Trabalho de Mobilização Social
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