Alunos especiais acima de 21 anos de idade serão impedidos de renovar suas matrículas no Centro de Ensino Especial de Brasília.
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São mais de 195 alunos e suas 195 famílias nesta situação.
Por meio de uma resolução do Conselho de Educação do DF, a Secretaria de Educação alega que alunos acima de 21 anos serão transferidos, a partir do próximo ano, para escolas comuns e não sendo aceitas as informações de renovação de matrícula destes alunos.
Porém, é necessário avaliar que a idade nunca serviu e nunca servirá como parâmetro de evolução destes alunos especiais. Muitas das deficiências, como a paralisia cerebral, retardam ou até mesmo paralisam por completo o amadurecimento destas pessoas. Independente da idade são crianças. Agem como crianças, brincam como crianças e permanecerão eternas crianças. Muitos não aprenderam a ler, escrever e até mesmo andar e falar.
Para estes alunos, o principal aprendizado que a escola fornece diariamente é o convívio com outras pessoas, a socialização e a igualdade para todos. Além das outras atividades que também são essenciais, como as aulas de dança, teatro, natação, pintura... Lá eles se reconhecem e se aceitam. São reconhecidos e são aceitos. Com a convivência eles aprendem a se comportar, dividir, ajudar, respeitar e amar ao próximo. Tornaram-se verdadeiros melhores amigos, que convivem juntos anos e anos. Seus professores são seus maiores ídolos e chegam até a disputar a preferência com os próprios pais. Admiração e amizade que talvez muitas pessoas não portadoras de deficiências não tenham conquistado uma sequer tão verdadeira.
Esta resolução, com toda a certeza, não é solução para estas 195 famílias.
São alunos acima de 21 anos que quando crianças muitos deles já tentaram, por mais de uma vez, estudar em escolas comuns por meio da inclusão. Hoje eles estão em um Centro de Ensino Especial. Isto significa que suas limitações físicas e mentais não permitiram esta inclusão. Significa que estes alunos não conseguiram acompanhar o aprendizado e seguir o ritmo de escolas comuns. Não será agora que isto será permitido e terá um final feliz.
Alguns pais relatam diversos casos de preconceito e violência em escolas comuns contra os alunos especiais. Além de outros alunos que ficavam completamente isolados e perdidos. Totalmente contrário a realidade atual deles em um Centro de Ensino feito para eles. Onde são bem tratados com igualdade, sem preconceito e principalmente, onde passaram a maior parte de suas vidas felizes. Perguntemos a um por um o que a escola significa para eles e se eles gostariam de deixa-la. A voz deles precisa ser ouvida!
Se estes alunos forem impedidos de se manter na escola perderão todo aprendizado que obtiveram por todos esses anos. Nada agrega tanto valor a educação na vida destes alunos que se não a socialização na escola.
A escola é muito mais que um centro de ensino. É a vida deles e é tudo que possuem. Eles não faltam um dia sequer e muito menos se atrasam. Amam estar ali. Estão todos tristes e desesperados, sem comer e sem dormir direito há dias, com medo de perder algo que tanto os alegra. A vida deles está lá e é lá que ela foi construída.
É necessário refletir além da limitação da idade. O futuro destas pessoas vai muito além deste pequeno detalhe.
O Governo e a Secretaria de Educação do Distrito Federal necessita com urgência abrir novos Centros de Ensino Especiais para comportar esta parcela da população. Alunos novos e alunos antigos, todos precisam ter garantia a sua vaga.
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