Ao presidente do Parlamento EuropeuJerzyBuzek
Ao presidente daComissãoEuropeiaJosé Barroso
AosSenhores Euro parlamentários
Nós, os apoiantes das vítimas de abusos sexuais por parte do clero católico, expressamosnossa firmedecepção pelo que pertênce a directiva antipedofilia,a qualfoiaprovadanasessãoplenária desde o dia 24 até27 de outubrocom 541 votos a favor, 2 contrae 31 absteções.
Adiretriznãoé sóprejudicial, se não que inútil. O agravo das penas se torna útil, só se remover a estátua de limitaçõese se impor a obrigação de denúncia dos crimessexuais para com cada indivíduo. É necessário localizar a responsabilidade penal para aqueles que nãodenunciamestescrimes, oupior, protegem a quem comete estescrimes.
Adiretriz encontrarácomdificultade, crianças que denunciaram até que nãotenhamdesenvolvido o traumaealcançado a idade adulta.Entre tanto,ovencimento da pena haverá salvado o criminosoeaqueles que sabiam, masnãodenunciaram, continuaram adefender aquemnãoestavamobrigados a fazê-lo.
Nada sobre os tratamentossanitáriosobrigatórios de imporaopedófilo, já que a pedofilia éumdistúrbio da personalidade a caráterrecorrente.
Resulta ser demasiado pouco,imporaosdoadores de trabalhode informar-sesobre julgamentos (antecedentes) de seusprópriosdependentes. Semuma lista internacional dos criminosos que nãotiveramumcaminhode recuperaçãopsicoterapêuticaacessível para todos, ninguémpoderá proteger seusfilhos.
As limitaçõesdestadiretrizfoiem seguida recebida pelas autoridades do Vaticano. Mons. Scicluna,em 03 de novembro de 2011, diante doSenado da República Italiana foiinvocada a regra dosilêncio declarando que "Odevere odireito de denunciar os abusos as autoridades superiores é dos paisou dos tutores dos menores interessados". Envocandoodireitoaosilêncio o Vaticano descarga sobre as crianças indefensas e sobre seuspais, usualmente inconsciêntes, da responsabilidade de pedir justiça. E tudotambémquando, como passaconsecutivamente, as autoridades eclesiásticassão enteradas do abuso epreferem transferir o criminosoaoinvéz de denunciá-lo as autoridades civis.
Semnem se quer prestar oombro a quem, desde décadasnega a verdadee a justiça as vítimas de abusos sexuais, tem a necessidadede um radical cambio de rota.
Nós esperamosque as autoridades europeias, comunitáriasenacionais, compreendamas exigência que nósexpressamos.